Rainha das vírgulas desnecessárias
sexta-feira, 11 de agosto de 2017
Oi...que hora tu vem pra casa?
Será que a mulher dona de casa que cuida dos filhos se sente sozinha? Se sentiu algum dia? Ou se acostumou a sua própria rotina?
Será que a legítima dona de casa se sente tão autossuficiente todos os dias? Não se preocupa em fazer comida ou as tarefas de casa porque está intrínseco na sua excelência quase divina?
Me pergunto se a dona de casa segura de si, checa o celular procurando notícia ou qualquer novidade do marido no trabalho. Qualquer fagulha de novo que possa deixar sua vida menos monótona.
Será que as donas de casa por aí contam as horas e minutos como eu conto para que meu marido chegue. Por saudade e vontade de curtir a vida e os filhos a dois?
Todos os dias eu curto. Eu pratico o carpe diem. Eu faço das tripas coração para que todos os dias sejam diferentes e divertidos pro meu filho. Ele não merece ficar como eu fico em minha cabeça. No ócio, solidão, saudade e auto reprovação de infelizmente não me sentir autossuficiente.
Não sou a legítima dona de casa.
segunda-feira, 16 de junho de 2014
Rotina
Presa em uma rotina cansativa e falha, vivendo para trabalhar ao invés de trabalhar para viver, fins de semana que terminam rápido demais e dias que não rendem tudo que tem que render. Procrastinação, trabalho demais, trabalho de menos.
Estresse
Trabalho demais que machuca, que fere a mão dele, que fere o orgulho e a dignidade.
Sonho
Que nós dois trabalhássemos juntos como antes, em casa, mesmo na lama ainda sim juntos sem ninguém para nos humilhar.
Ambição
Nossa ambição é positiva e baseada em um só sonho.
Dinheiro
Nos barra, nos impede, nos alimenta e nos deixa com fome, nos faz sentir frio nos faz sentir sede. Sede de ter mais, de fazer qualquer coisa e perder qualquer tempo livre pra ter mais. Nos faz ficar acordados a noite pensando em como pagaremos a próxima conta e como tal conta se tornará uma bola de neve até que possamos pagá-la. E será que um dia vamos poder?
Presa
Nas minhas angústias, na pressão alheia, na pressa alheia de que eu tenha algo que possa se "mostrar" a vizinhos e amigos, por que afinal, o que é trabalhar, não é mesmo? Ou ser independente? Ou ser uma pessoa boa que ajuda sempre, que passou por tudo de pior e ainda deixa o orgulho de lado para um bem maior?
Saber
Saber que falam que eu falo demais, que estou atrapalhando sua rotina, que estou sendo inconveniente e imprudente com minhas contas, com minhas escolhas, que estou pedindo demais mesmo pedindo de menos, que nunca serei boa o suficiente e que só o tempo irá mostrar quanto tempo perderam estando errados.
Dúvida
Dúvida sobre todas as intenções, todas as palavras. A falta de intimidade, falta de amor, falta de carinho puro, muitas meias palavras, palavras nas entrelinhas, perguntas retóricas, perguntas que induzem outro pensamento. O estereótipo forçado que deixa explícito a tentativa de aceitação de algo que nem sou e nem serei. "Vocês precisam beber pra se divertir, entendo isso" Engole a seco. E quem nesse raio de mundo te disse isso? Então por que estou com alguém tatuado, pobre, e trabalho todos os dias e sou tatuada, e somos "modernos" e somos batalhadores, nós, por alguma ordem do destino, bebemos todos os dias? Levanto um copo de refrigerante e ouço um "Cervejinha?" em som de risada mas com um fundo de ironia, sei que quando desligar irá falar mal. Não sou boba, não nasci ontem, conheço muito e até demais, sei o que falam pelas costas, sei o que pensam e isso me machuca e nada do que está no passado vai ser apagado em mim, vou levar pro túmulo, por que onde foi colocado pedra, pode nunca reaparecer, mas também nunca irá se apagar. E não serão palavras de carinho que me farão entender o por que de tanta frieza e a que ponto chegou de eu sentir que fui adotada ou que não pertenço a minha família. Não mesmo.
Medo
Medo de nunca sair dessa rotina. Medo de todas as ajudas dadas por eles, por vontade deles, que eu muito agradeço e valorizo, se tornem assim como outras ajudas do passado, algo para se jogar na cara e algo que me force a ter vínculos, a deixá-los fazer comentários infelizes, a deixá-los comandar minha vida de longe e me empurrar para caminhos que eles mesmos desconhecem e não sabem qual a minha realidade para enfrentá-los e se tenho como enfrentá-los agora.
Rotina
A Rotina de dar 100% e receber 5% do mundo. A rotina de esperar tudo e ganhar nada. A rotina de receber cortes e ainda agradecer por não serem tão fundos. A rotina de viver a semana pensando no fim dela. A rotina de ficar cansada por não conseguir dormir a noite. A rotina de parecer que estou parada no tempo. A rotina de parecer estar sempre observada. A rotina pela rotina, está me matando viva.
Amor
Me cura todos os dias de todas essas coisas. Momentos de lágrimas, questionamentos, raiva, discussão, felicidade, surpresa, risadas, empolgação, abraço, paz. E eu aceito essa rotina, por que por agora, é tudo o que eu tenho.
Estresse
Trabalho demais que machuca, que fere a mão dele, que fere o orgulho e a dignidade.
Sonho
Que nós dois trabalhássemos juntos como antes, em casa, mesmo na lama ainda sim juntos sem ninguém para nos humilhar.
Ambição
Nossa ambição é positiva e baseada em um só sonho.
Dinheiro
Nos barra, nos impede, nos alimenta e nos deixa com fome, nos faz sentir frio nos faz sentir sede. Sede de ter mais, de fazer qualquer coisa e perder qualquer tempo livre pra ter mais. Nos faz ficar acordados a noite pensando em como pagaremos a próxima conta e como tal conta se tornará uma bola de neve até que possamos pagá-la. E será que um dia vamos poder?
Presa
Nas minhas angústias, na pressão alheia, na pressa alheia de que eu tenha algo que possa se "mostrar" a vizinhos e amigos, por que afinal, o que é trabalhar, não é mesmo? Ou ser independente? Ou ser uma pessoa boa que ajuda sempre, que passou por tudo de pior e ainda deixa o orgulho de lado para um bem maior?
Saber
Saber que falam que eu falo demais, que estou atrapalhando sua rotina, que estou sendo inconveniente e imprudente com minhas contas, com minhas escolhas, que estou pedindo demais mesmo pedindo de menos, que nunca serei boa o suficiente e que só o tempo irá mostrar quanto tempo perderam estando errados.
Dúvida
Dúvida sobre todas as intenções, todas as palavras. A falta de intimidade, falta de amor, falta de carinho puro, muitas meias palavras, palavras nas entrelinhas, perguntas retóricas, perguntas que induzem outro pensamento. O estereótipo forçado que deixa explícito a tentativa de aceitação de algo que nem sou e nem serei. "Vocês precisam beber pra se divertir, entendo isso" Engole a seco. E quem nesse raio de mundo te disse isso? Então por que estou com alguém tatuado, pobre, e trabalho todos os dias e sou tatuada, e somos "modernos" e somos batalhadores, nós, por alguma ordem do destino, bebemos todos os dias? Levanto um copo de refrigerante e ouço um "Cervejinha?" em som de risada mas com um fundo de ironia, sei que quando desligar irá falar mal. Não sou boba, não nasci ontem, conheço muito e até demais, sei o que falam pelas costas, sei o que pensam e isso me machuca e nada do que está no passado vai ser apagado em mim, vou levar pro túmulo, por que onde foi colocado pedra, pode nunca reaparecer, mas também nunca irá se apagar. E não serão palavras de carinho que me farão entender o por que de tanta frieza e a que ponto chegou de eu sentir que fui adotada ou que não pertenço a minha família. Não mesmo.
Medo
Medo de nunca sair dessa rotina. Medo de todas as ajudas dadas por eles, por vontade deles, que eu muito agradeço e valorizo, se tornem assim como outras ajudas do passado, algo para se jogar na cara e algo que me force a ter vínculos, a deixá-los fazer comentários infelizes, a deixá-los comandar minha vida de longe e me empurrar para caminhos que eles mesmos desconhecem e não sabem qual a minha realidade para enfrentá-los e se tenho como enfrentá-los agora.
Rotina
A Rotina de dar 100% e receber 5% do mundo. A rotina de esperar tudo e ganhar nada. A rotina de receber cortes e ainda agradecer por não serem tão fundos. A rotina de viver a semana pensando no fim dela. A rotina de ficar cansada por não conseguir dormir a noite. A rotina de parecer que estou parada no tempo. A rotina de parecer estar sempre observada. A rotina pela rotina, está me matando viva.
Amor
Me cura todos os dias de todas essas coisas. Momentos de lágrimas, questionamentos, raiva, discussão, felicidade, surpresa, risadas, empolgação, abraço, paz. E eu aceito essa rotina, por que por agora, é tudo o que eu tenho.
quinta-feira, 24 de abril de 2014
Tropeço
Choro baixinho
Você já dormiu
Lágrimas constantes
Coração apertado
Não enxergo nada
Conto os passo até o banheiro
Me arrependo
Me desculpo
Me perdoe
Me perdoa?
Vergonha de ser assim como eu sou
Vergonha das fraquezas, incertezas e besteiras
Minha alma te ama, meu espírito te chama
Meu coração te quer
Meu corpo peca, minha alma seca
Não quero te perder por ter sido assim
Tão franca.
Você já dormiu
Lágrimas constantes
Coração apertado
Não enxergo nada
Conto os passo até o banheiro
Me arrependo
Me desculpo
Me perdoe
Me perdoa?
Vergonha de ser assim como eu sou
Vergonha das fraquezas, incertezas e besteiras
Minha alma te ama, meu espírito te chama
Meu coração te quer
Meu corpo peca, minha alma seca
Não quero te perder por ter sido assim
Tão franca.
Te amo
E esse nosso amor que me faz chorar de vez em quando
de felicidade e de tristeza
por que sei que já te perdi
Sei que te perdi e não foi pra outra pessoa
e não foi nessa vida
foi há muito tempo
e eu sei, meu coração ainda lembra como sofri
Hoje em dia qualquer filme em que a mulher perde seu amor me faz mais mal
do que qualquer coisa
do que qualquer coisa real
que faz mal às pessoas normais
coisa que eu não sou
Normal eu? normal nós?
Nunca! Somos eternos dançantes da chuva
Errantes, amantes, flertando com uma vida que
nos desilude com seu fim
Mas mesmo que eu seja um grão de areia e não exista mais
e você seja o grão de areia do meu lado
eu serei o grão de areia mais feliz do mundo
Porque pra mim a coisa mais importante do mundo é estar com você
independente de ser um ser humano, ser vivo ou até mesmo um grão de areia
O que importa é que nós sejamos eternos.
de felicidade e de tristeza
por que sei que já te perdi
Sei que te perdi e não foi pra outra pessoa
e não foi nessa vida
foi há muito tempo
e eu sei, meu coração ainda lembra como sofri
Hoje em dia qualquer filme em que a mulher perde seu amor me faz mais mal
do que qualquer coisa
do que qualquer coisa real
que faz mal às pessoas normais
coisa que eu não sou
Normal eu? normal nós?
Nunca! Somos eternos dançantes da chuva
Errantes, amantes, flertando com uma vida que
nos desilude com seu fim
Mas mesmo que eu seja um grão de areia e não exista mais
e você seja o grão de areia do meu lado
eu serei o grão de areia mais feliz do mundo
Porque pra mim a coisa mais importante do mundo é estar com você
independente de ser um ser humano, ser vivo ou até mesmo um grão de areia
O que importa é que nós sejamos eternos.
quinta-feira, 17 de abril de 2014
Minhas manhãs
Soninho de depois do almoço... e eu percebo que estou mais em paz do que imagino. Trabalhando em casa escrevendo meus artigos, aprendendo coisas novas, algumas banais, mas ainda sim novas. Pausas para a brincadeira e o carinho em cada uma das minhas cachorrinhas companheiras que dormem comigo, acordam comigo, levantam comigo... minhas melhores amigas!
Percebo mais uma vez em meio a dificuldades que sou mais simples do que imaginava, fico feliz com coisas que as pessoas não dão valor ou muita importância. Minha casa agora é meu templo, minha paz, meu descanso. Acordo com uma linda visão de coqueiros e um céu azul lindo, abro a janela, preparo meu café, ligo meu notebook e me sinto grata por ter acordado cedo.
Levo minhas cachorrinhas para passear, o mais rápido possível pois odeio sair sem ele, mas ainda sim o mais devagar possível por que quero curtir o sol das nove da manhã. Nada de televisão, não gosto de todo aquele som, programas chatos que nos impõem uma rotina de vê-los todos os dias, que coisa horrível ver tv aberta o dia inteiro!
Lavo minhas louças no tanque pois ainda não comprei minha pia. Varro, passo um pano na casa e tudo cheira maravilhosamente bem. Uma hora ou outra vem uma das minhas cachorrinhas colocar a pata na minha mão enquanto estou digitando, o fucinho em cima das teclas, ou até pisotear mesmo o teclado caso eu demore muito pra dar-lhes atenção. Isso me irrita bastante mas ao mesmo tempo rio por que elas me forçam a descansar, a parar um pouco pra sorrir ainda mais, pra deitar minha cabeça no corpinho peludo, cheiroso e fofinho delas e só esperar para que ele chegue para enfim almoçarmos.
Percebo mais uma vez em meio a dificuldades que sou mais simples do que imaginava, fico feliz com coisas que as pessoas não dão valor ou muita importância. Minha casa agora é meu templo, minha paz, meu descanso. Acordo com uma linda visão de coqueiros e um céu azul lindo, abro a janela, preparo meu café, ligo meu notebook e me sinto grata por ter acordado cedo.
Levo minhas cachorrinhas para passear, o mais rápido possível pois odeio sair sem ele, mas ainda sim o mais devagar possível por que quero curtir o sol das nove da manhã. Nada de televisão, não gosto de todo aquele som, programas chatos que nos impõem uma rotina de vê-los todos os dias, que coisa horrível ver tv aberta o dia inteiro!
Lavo minhas louças no tanque pois ainda não comprei minha pia. Varro, passo um pano na casa e tudo cheira maravilhosamente bem. Uma hora ou outra vem uma das minhas cachorrinhas colocar a pata na minha mão enquanto estou digitando, o fucinho em cima das teclas, ou até pisotear mesmo o teclado caso eu demore muito pra dar-lhes atenção. Isso me irrita bastante mas ao mesmo tempo rio por que elas me forçam a descansar, a parar um pouco pra sorrir ainda mais, pra deitar minha cabeça no corpinho peludo, cheiroso e fofinho delas e só esperar para que ele chegue para enfim almoçarmos.
terça-feira, 15 de abril de 2014
sexta-feira, 26 de outubro de 2012
Ser eu
Eu sempre fui uma pessoa "muita informação". Falo muito, penso muito, tenho muitos argumentos, muitas ideias, muitas vontades e sonhos. Talvez seja por isso que quando eu vejo meu corpo sendo parcialmente - e calmamente - coberto por pequenas tatuagens, eu me ache cada vez mais eu. "Muita informação"
sábado, 6 de outubro de 2012
Liberte-se
Olho o mundo de uma janela alta, estou ali observando, estou lá em baixo ouvindo as pessoas falarem.
Falarem coisas inúteis, na verdade, coisas corriqueiras.
Percebo pessoas que possivelmente sabem do que eu sei, acreditam nas teorias que eu acredito e que de fato são verdade... pra quem quer ver.
Me empolgo e meus olhos correm no objetivo de ver quem são as vozes que estão cantando pela primeira vez, uma música diferente aos meus ouvidos.
Gosto de suas ideias de primeira, acabo aceitando as outras de segunda, de terceira me frustro.
Frustração.
Falsos moralistas, falsos revolucionários. Eles não querem levantar-se para nada. O conforto do reclamar e digitar palavras nessa rede vasta, sem agir diretamente, me irrita. Não sou nenhum exemplo de revolucionária mas eu não sou generalista. Não, de nenhum modo. Odeio generalizações.
Odeio mediocridade. E os dois juntos é demais para mim. Não generalize, não rotule as pessoas como remédios sem nome, não ache que sabe tudo e que aqueles que indagam a verdade que você jura que realmente é a verdade são pessoas loucas ou paranoicas. Se a verdade fosse essa que você vê na TV e se o mundo fosse limpo aos olhos de quem vê, Deus não diria "A verdade vos libertará". E eu, de certa forma, me sinto liberta de muita alienação que é o fundo do quadro da vida de muitas pessoas. Liberta e atenta, para o que vai acontecer.
segunda-feira, 6 de agosto de 2012
Arquivando uma pequena mágoa
O ser humano é ridículo, estúpido e frágil.
Eu não sei porque ainda me surpreendo com pessoas pisando numa das feridas que mais doem na gente só pra provar um ponto de vista. Eu vivo me colocando no lugar de todo mundo pra poder entender o que se passa na mente dessa gente mas na hora de se colocarem no meu lugar, acho que estes imaginam que sou de pedra ou tenho um coração anestesiado.
Sem mais delongas, só vim aqui pra deixar arquivado uma mágoa que se mistura com o tamanho sofrimento que eu ainda não consegui fugir desde novembro do ano passado. A luta continua. Ainda quero meu lugar ao sol.
domingo, 29 de julho de 2012
Sufoco
Hora: 08:45 a.m
Sensação: sufocada
Expressão facial: parcialmente feliz
Mente: bagunçada
Odeio quando as pessoas tentam ver o que se passa com a gente como se fôssemos formiguinhas. Curiosos, estes, vêm com uma lupa vendo tudo pelo ângulo errado e exagerado, falando mal e nem querendo saber o que se passa no nosso mundo.
Me sinto uma formiguinha não por me sentir menor a ninguém, mas por me sentir observada por essa lupa injusta. As pessoas querem dar sua opinião, julgar de alguma forma, sem nem ao menos saber o que se passa no meu mundo.
Eu sei que é irresistível darmos nossa opinião pseudo-psicológica do que achamos do indivíduo e sobre o que ele faz com a vida dele. Mas o cúmulo é passar por muita muita coisa, ser esmagada várias vezes, minhas patinhas já cansadas, estagnadas no mesmo lugar, e as pessoas com a sua lupa virem dar de novo justificativas ao meu cansaço ou a minha tristeza.
O meu erro foi dizer para minha família que eu queria ficar com alguém que eu amava, passar por cima de todo o preconceito, a decepção, a frustração, e ao cansaço de ter a vida de cabeça pra baixo só por não "dançar conforme a música".
Eu já me sinto esquecida pelos que mais amei, amo? nessa vida. Amigos que mais confiei acabaram deixando cair a máscara que eu não tinha percebido que lhes cobria o rosto. Abri mão de qualquer conforto emocional e material, amor maternal, mimo, carinho, colo, comida, por amor. Então não sou digna de receber esses comentários dessas pessoas com essa lupa de vidro quebrado na minha vida, elas não sabem pelo que eu passei e estou passando, elas não sabem o que é amar alguém perfeito, companheiro, carinhoso, atencioso e chegar em casa e ver que seus pais estão falando de um psicopata, de uma pessoa que não tem nada a ver com a que você passou o dia! Como podem dar essas características se não se deram nem o trabalho de conhecê-lo ?
Espero que todas as vezes que eles olhem meu quarto vazio eles lembrem que foi a falta de compreensão deles que me afastou. Não há coisa pior do que se afastar do que ama para poder ficar com um outro amor. Abri mão de muitas coisas, mas não abri mão de pessoas. Algumas pessoas que abriram mão de mim, e eu só lamento porque aposto que ao deitar a cabeça no travesseiro essas pessoas lamentam. E eu já cansei de correr atrás.
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