segunda-feira, 25 de julho de 2011

Desabafo

Eu sou sim, a rainha das vírgulas desnecessárias. Das frases marcadas por um ponto intenso, digno de suspense. Egoísta, hipócrita nas horas vagas, com o maior coração do mundo. Dos caminhos e talentos diversos, da auto-confiança abalável inabalável. Dos pensamentos confusos, das poesias jogadas no lixo. Do violão abandonado, do coração remendado e quebrado muitas vezes por minha diversão própria. Seria eu masoquista? Ou só gosto de aventuras?

Sou sim a animada demais, expectativa demais, sorriso demais, demais, demais, demais.
Sou sim a otimismo de menos, paciência de menos, controle de menos, menos, menos, menos.
Eu sou sim aquela maluca do medo do escuro, que conta histórias de terror que ela mesma tem medo. Aquela que se perde na própria bagunça e ainda tem coragem de falar que encontra tudo. Aquela que se valoriza na hora errada e se desvaloriza na hora certa. Pros outros.

Sou sim aquela que sabe de tudo, mas finge que o nada lhe faz bem.

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